sábado, 6 de junho de 2015

Meu Artista.



Quando ouvia pessoas criticando a arte contemporânea, não me vinha nenhuma contestação à mente. Mas agora que vejo as OBRAS DE ARTE do Felipe Perrot, a crítica que me vem à mente é que as críticas dessas pessoas, são críticas sofríveis de alguém que passou pelo seculo XX, e não viu ou não entendeu porra nenhuma do que se passou no mundo.

Sobre a natureza humana.

Marx tinha razão em algumas coisas. Nietzsche tinha razão em muitas coisas. Darwin tinha razão em tudo.

terça-feira, 12 de maio de 2015

Para que serve a poesia?




Havia uma pedra no meio do caminho, no meio do caminho havia uma pedra. É poesia de Drummond.
Falando em poesia, há sempre uma nova coletânea sendo lançada no mercado editorial, tentando atrair aqueles leitores que ainda resistem a qualquer coisa que rime. Em 2005, Eucanaã Ferraz, professor de Literatura Brasileira na UFRJ, lançou o livro “Veneno Antimonotonia” e traz o subtítulo “Os Melhores Poemas e Canções Contra o Tédio”. É um convite para a vida, feito através das palavras de Drummond, Chico Buarque, Antonio Cícero, Ferreira Gullar, Adriana Calcanhoto, Armando Freitas Filho, Vinicius de Moraes, Caetano Veloso, João Cabral de Melo Neto e outros ilustres, sem falar Cazuza, claro, cuja canção “Todo Amor que Houver Nesta Vida” – uma das minhas letras preferidas – inspirou o título da obra.
Até hoje pergunta-se: para que serve a arte, para que serve a poesia?
Intelectuais se aprumam, pigarreiam... “Veja bem…” e daí em diante é um blábláblá teórico que tenta explicar o inexplicável. Poesia serve exatamente para a mesma coisa que serve uma pedra no meio do caminho. Para alterar o curso do seu andar, para interromper um hábito, para evitar repetições, para provocar um estranhamento, para alegrar o seu dia, para fazê-lo pensar, para resgatá-lo do inferno que é viver todo dia sem nenhum assombro, sem nenhum encantamento.

domingo, 10 de maio de 2015

Para aqueles que adoram postar comidas, pratos em restaurantes. Nunca saberão!

Vontades Masturbatórias:

Só de olhar, o gosto veio à minha boca e o barulhinho do ‘crack’ também.
Pra acompanhar o biscoito, só mesmo o limão. Pra quem gosta de um mate gelado, vai nessa. Muitos misturam mate com limão. Coisa de carioca!

Lembranças Masturbatórias:

Verão da Lata. Em setembro de 87, 15 mil latas de maconha foram espalhadas pelas correntes marítimas pelas praias do Rio, principalmente no Diabo, Arpoador, Leblon, Barra, Restinga da Marambaia e Ilha Grande. O carregamento foi desovado pelo iate Solano Star, vindo da Austrália, durante uma batida da Polícia Federal. 'Da lata', virou gíria para algo que fosse bom e assim foi batizado o verão 87-88. Os consumidores alegavam que o jererê era 'du bão'. No Carnaval de 88, o bloco Simpatia é Quase Amor cantou o refrão "Tá lá, tá lá/As latas que vêm do mar/ São presença de Iemanjá/Para este ano que inicia"

Lembranças masturbatórias:

La Mole. Toalhas de mesa quadriculadas, uma massa honesta, o caldinho de feijão na caneca de cerâmica pintada à mão, o couvert - marca registrada da casa, com linguiça calabresa, pastas, pizza branca, salame, queijo, sardinhas, pães... Era conhecido como a melhor larica* do Rio. Depois da praia, esse foi por muitas vezes meu prato principal - Uma ou duas Bohemias e o couvert. Hoje é “Delivery”. Só não tem mais as sardinhas, vem mais servido. A atendente informa que a porção é para quatro pessoas. Pra quatro uma pinóia*, para dois - sempre rende mais.

* LARICA e PINÓIA tembém são lembranças das gírias carioca.

Dicas masturbatórias:

Livraria Prefácio - onde a prática ilegal da venda casada é 'legal' e o único lugar que o serviço lento não incomoda. Deve ser muito maneiro ter uma dessas para ganhar dinheiro. A vida toda entre livros, comidas, cafés, petiscos e bebidas. Difícil é não consumir o próprio estoque. Exemplo prático de autofagia.

Damos amor, educação, Mc Dnald, parquinhos, brinquedos, livros... e o que o filho me dá de presente: Uma gravata desenhada em um papel cartolina.

Gosto, cheiro e lembrança da infância.